Compartilhe

Mostrando postagens com marcador arte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador arte. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Arte ou crime?

Olá, meu tanebits!
Uma notícia hoje no portal Uol chama a atenção pelo inusitado e nos leva a pensar sobre a atitude desse grupo de estudantes de Belas Artes. O rapaz resolveu defender seu TCC (trabalho de conclusão de curso)utilizando-se da pixação com um grupo de 40 colegas da fachada da faculdade. A performance é formativa ou deve mesmo ser encarada como crime? Acho que dá um ótimo debate!

Confira a matéria: 18/07/2008 - 08h14 Folha Online
Escola expulsa aluno que vandalizou prédio para discutir arte

O Centro Universitário Belas Artes, na Vila Mariana (zona sul de São Paulo), expulsou ontem o estudante Rafael Guedes Augustaitiz, informa a reportagem de Laura Capriglione publicada na edição desta sexta da Folha de S.Paulo (íntegra disponível para assinantes do jornal ou do UOL). Vejam abaixo:

No dia 11 de junho, o rapaz comandou a ação na qual 40 jovens --muitos deles mascarados-- chegaram a pé à universidade, por volta das 21h, e, com latas de spray que escondiam sob as roupas, cobriram a fachada, recepção, escadas e salas de aula com as letras pontudas de difícil decifração que caracterizam a pichação paulista. Seguranças e pichadores trocaram socos e pontapés, e a PM acabou prendendo sete jovens --Augustaitiz, entre eles.

O estudante considerava a ação seu TCC (trabalho de conclusão de curso), última etapa antes da formatura. "Considero criminosa a ação do aluno. Não considero esta ação como arte. Não considero a possibilidade de aceitar essa manifestação como trabalho de conclusão de curso", afirmou a professora do rapaz, Helena Freddi, dias depois da ação.

No aviso dado ao estudante, o reitor Paulo Antonio Gomes Cardim justificou a expulsão pela "prática de atos de vandalismo, lesivos à propriedade particular e (...) incongruentes com o espírito universitário; agressão ou ofensa a funcionários; ato sujeito a ação penal".

terça-feira, 3 de junho de 2008

As fronteiras de Camille Paglia







Olá, meu tanebits!

Fui ver Camille Paglia na última quarta-feira (28/05), no Teatro Castro Alves, em Salvador. Considerada uma das 100 maiores intelectuais do mundo, Paglia apresentou palestra sobre a história da arte moderna e erótica, sob o tema: A variedade do erótico na arte.

Confesso que esperava mais. Fui embora quando já ia 1,5 hora de palestra. A bunda doía mesmo na cadeira macia daquele maravilhoso centro cultural. Camille optou por um modelo de apresentação que vem sendo moda entre os acadêmicos e intelectuais: imagens recorrentes e um discurso com base em olhares teorizantes sobre os ícones em tela.

A proposta é interessante, acredito eu, até a primeira meia hora. Em sua palestra, Camille nos advertia no início que tinha disponíveis 61 (sessenta e um!) slides para realizar a travessia da história da arte desde o início do século XX. Não fiquei pra ver o resto. Me descontentei com que vi. De forma cansativa, apresentava aquilo que qualquer amante do assunto poderia se apropriar numa imersão em livros de história da arte.

Soube que a palestra terminara por volta das 22h30min (começou às 20h em ponto) e deu direito a duas perguntas. Também pudera, depois dessa overdose de história da arte em 61 slides, não era para menos...

Preferira que Camille Paglia, de quem se anunciava ser "uma das 100 intelectuais maiores intelectuais do mundo" nos desse o ar de sua história. Porque num mundo competitivo, eivado de individualismos e ceticismos, ouvir histórias de vida como as de Camille, poderia nos render um olhar sobre a realidade e, claro, sobre nós mesmos. Em vez de usar a história da arte, o femismos pós-moderno teria a chance com Paglia de ser apresentado de um ponto de vista diferenciado, de quem com sua obra e sua história, tem atuado com sua práxis, com um olhar diferenciado sobre os feminismos no mundo. Preferia, sinceramente, ter, mais do que visto, ter sentido Paglia, teria sido, com certeza, mais revelador de mulheres de seu quilate.